Borboletrando

 
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registro: 18/07/2021
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64 dias h

A menina com alma de borboleta...

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A menina com alma de borboleta,

andava cansada do cinza dos dias.

Sonhava e suspirava de saudade da grama fresca;

E das folhas verdes das árvores banhadas de chuva.

Queria ouvir todos os dias o canto dos passarinhos;

Aquele som tranquilo que era parte dela,

que fazia ninho nos seus ouvidos.

Mas só o que ela via, era o cinza do asfalto.

O cinza tristonho dos dias frios de inverno.

Paredes de concreto cercando seu voo.

Minando suas cores, tirando seu pouso.

Um pouco da sua esperança de vida.

Pensava em ficar encolhida em seu casulo,

até que a primavera retomasse e suas asas voltassem a tornar-se fortes.

A menina com alma de borboleta,

queria de volta o sorriso e o perfume das rosas,

Queria sua essência, aquela paz que dela se abria.

Aquela menina de alma de borboleta.

Queria reaprender a voar...

queria renovar-se, queria mais vida...


Val Garcia.




Então ela voltou a borboletrar!


✍️🦋


Borboletrando


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O beija-flor e a borboleta...



Ele a viu passar com seu vôo leve feito folhas levadas pelo vento...

De início pensou se tratar de uma pétala de flor que se soltou do verticilos florais..

Mas não, era duas asas mescladas de duas cores...

E quando ela se virou...

Ele viu que era uma formosa borboleta.

Se deixou ali ficar a admirar tão bela criatura.

Ela toda majestosa, não lhe notou a presença...

Em meio as flores, ela se destacava pela sua realeza.

Não havia conhecido ainda, tão exuberante princesa...

E foi então que o beija-flor se apaixona pela borboleta,

que tem cor e cheiro das mais exóticas flores que há na natureza.

Mal sabe ela que, há um beija-flor querendo lhe ensinar o que é o amor...

... e que nunca mais vai querer beijar outra "flor", que não essa vestida de borboleta,

que encantou seus olhos, e trouxe a sua existência, o sabor e frescor feito néctar dos deuses.


Borboletrando




A Lagartinha...



A lagarta imaginou que seria o seu fim, quando Deus ordenará que entrasse no casulo; um lugar escuro, apertado, totalmente desconfortável.

Tempos depois, ela surge; transformada numa bela borboleta.

Sai voando livremente com suas lindas asas que ganhou de Deus.

Antes, quem a rejeitava e a ignorava, agora se admira diante de tanta beleza.

Moral da história:

Deus quer fazer desta pequena e desprezível lagarta que é você, uma linda borboleta, assim você vai poder voar e ser admirada por quem antes te repugnava.

Mas para isso, é preciso passar pelo apertar do casulo.

José antes de governar o Egito, teve que passar pelo poço e pela prisão.

Daniel por sua vez teve enfrentar os leões na cova.

Sadrac, Mesac e Abednego tiveram que suportar o fogo ardente da fornalha, mas Deus estava com cada um eles.

Ele está com você que têm enfrentado este problema, este aperto.

Anime-se lagartinha, seu período no casulo apertado chegou ao fim.

Voe linda borboleta porque Deus te deu asas e te ensinou a voar.


Vanderley Andrade


O casulo, nosso...


O tempo que você passar nele, sentirá como se tivesse vivido ali uma vida toda! Como se não tivesse outro destino ou morada...

Nele você sentirá as mais diversas sensações, e todas as variações térmicas existentes.

Um dia sentirá muito frio, causado pelas dores mais profundas da alma.

Em outro momento, calor insuportável, causado por uma raiva inexplicável.

E as vezes terá conforto, que varia entre o que lhe trouxe frio e o que lhe trouxe calor intenso!

Como um bálsamo, um sopro leve uma paz que vem do aprendizado do amadurecimento.

E são mistos de emoções, algumas vindo a tona com tudo, outras que ficam guardadas dentro de nós, e que pelas quais só nós as conhecemos...

Terá aqueles momentos e sensações que vai te deixar confuso, sem saber como agir, como proceder...

E terá dúvidas, se perguntará, não se entenderá, e vai questionar o porque de tanta dor, sofrimento que estará passando...

Então vai se olhar no espelho e sentirá coisas diferentes..

Um dia estará alegre, seguro, se amando...

No outro com raiva de si mesmo! Sem esperança, sem espectativas...

Em um segundo sentindo carinho,

e num passe de mágica rancor, insegurança...

Como se ainda estivesse tentando se encontrar, se conhecer...

Só que para sabermos quem somos de verdade, é necessário muitos e muitos mergulhos em nossas próprias almas.

E o casulo é perfeito para isso! Porque se estará preso em si mesmo, você com você! Sozinho! Será obrigado a olhar seu reflexo todos os dias, durante o processo de transformação...

E terá que ser você a se ajudar, não cabe nesse pequeno espaço mais ninguém! Será a sua própria autocura...

Mas depois de muitos momentos difíceis e dolorosos, terá o seu nascer de asas...

Que provará a você que o processo está chegando ao fim..

Mas para isso, terás que ter plena consciência de que elas só nascerão se a cada dia você se aceitar, se perdoar, e perdoar seu próximo, e se libertar do que lhe faz mal, e de se amar como você é...

E serão elas que lhe dará um novo eu, nova cores na alma e beleza em tudo que estiver ao seu redor...

Muitos de nós já somos borboletas, mas ainda precisamos aprender a voar.

É importante e necessário o ar que respiramos depois de passar por tanto sofrimento, por fim será recompensador o resultado de suas merecidas e formosas asas.

O processo da metamorfose em nós é inevitável, doloroso solitário e único.

Certamente você já esteve ou estará no casulo…

E também será ou já é uma borboleta...

Então…

Se perceba e voe!


Borboletrando.


Não mate as borboletas pretas!


Não faça como Machado de Assis fez em A Borboleta Preta (Memórias Póstumas de Brás Cubas),

que maleficamente e preconceituosamente abateu a pobre borboleta preta que inocentemente adentrara em seu quarto, na curiosidade de contemplar o que chamamos de humanos.

Que mal poderia fazer uma inofensiva borboleta, seja ela preta, azul, amarela?

Caso não fosse preta, será que teria sua existência poupada?

Talvez em algum segundo ele tenha caído em si, refletido que nada poderia lhe fazer de mal uma frágil borboleta.

E ainda numa débil tentativa vã, a pegou em seus dedos, a colocando em um lugar seguro...

Mas que para ela, já era tarde demais!

Seu corpinho delicado, já dava o último suspiro...

Ele então a jogou para fora do peitoral da janela, onde ela fora cair no lugar de onde nunca deveria ter saído, o jardim!

E devido ao ciclo da vida, as formigas logo vieram para abastecer sua provisão...

E foi aí que Machado de Assis fez uma breve reflexão: Que para ela seria bem melhor se tivesse nascido azul...

Que mal faz nascer de cores sombrias? Não ser tão bela? Tão colorida? Ou ser diferente?

Não deixam de ser Borboletas.

Não sejamos tão maldosos, deixem as borboletas pretas viverem! Elas assim como todas as outras, passam pela mesma transformação para se tornarem o que são!

E nos traz grande lição...

De que a diferença é mero detalhe por fora, que todos somos iguais por dentro.

E que todos viemos do mesmo lugar e iremos para o mesmo!

Que podemos mudar, apesar das dores, e que no final desse esforço todo, seremos melhores...


Borboletrando